Desabafo
Excesso de bebida, sexo indiscriminadamente, suspeição de estupro, atentado à inteligência humana. Tudo com luxo e requinte. Estes são os "heróis" de um show de horrores, deificados por um infeliz dublê de jornalista e validados por uma audiência de gosto duvidoso, que ultrapassara, faz tempo, as fronteiras do bom senso, o limiar da tolerância humana e agora as da lei e da ética! Aplaudam, senhoras e senhores!
(Acompanhe estes Desabafos na coluna homônima do Correio Braziliense)
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Simão de Miranda
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Catálogo de Obras do Autor
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Desabafo
UFC Combate? É alguma campanha de combate à dengue?
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Simão de Miranda
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domingo, 15 de janeiro de 2012
Dicionário dos Significados Possíveis
Dicionário dos Significados Possíveis
Verbete da Semana. E que a façamos serena!
Com o abraço do amigo
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Reativando o Blog!
Queridos e queridas... após uma longa data, reativo a partir de hoje o meu Blog. Assim, as postagens que lanço no meu Facebook e na minha Agenda Pessoal serão igualmente publicadas aqui. Espero que este espaço nos sirva como mais um canal comunicação e de estreitamento dos nossos laços. Não se acanhe, interaja. Conheça também os outros canais de interação:
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Receba meu abraço!
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Blog - Papirus Editora: PARA O DIA DAS CRIANÇAS...
Blog - Papirus Editora: PARA O DIA DAS CRIANÇAS...: T EM GENTE OLHANDO Nye Ribeiro e Simão de Miranda Amanda Rodrigues da Silva era uma menina muito caprichosa. Fazia tudo o que todo mundo e...
terça-feira, 13 de outubro de 2009
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
"A PALAVRA MÁGICA" TRADUZIDA PARA O BRAILLE
terça-feira, 23 de outubro de 2007
O que tempo que ruge
Errare Humanum Est

Lembrei-me deste verso do poeta Virgílio: errare humanum este. Não carrego dúvidas que o erro origina valores. Por isso, extraímos todo o aprendizado necessário para as transposições evolutivas da nossa espécie. Condição de estágio probatório do qual até hoje devemos nos orgulhar, pois por isso somos o que somos. Experiências de provações que jamais as descartaremos, hoje ou amanhã. Éramos, ainda, Australopithecus, e já havíamos descoberto que conviver em grupos era imperativo para aquinhoarmos uma sobrevivência com alguma dignidade. Conseqüentemente, avalizar a existência das gerações vindouras. Proteger sua prole e seus parceiros daquela grande aventura humana, era também beneficiar todos os remanescentes com o legado material e humano que cada um deixava quando, enfim, morria. Dando ouvidos, novamente a Virgílio: “teus netos hão de colher os frutos.” Da colheita, alimentamo-nos com os frutos, e replantamos as sementes. Planejamento que fazemos não apenas a curto ou médio prazo (para nossos filhos), mas a longo limite (para a seara de nossos netos).
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
domingo, 23 de setembro de 2007
NASCEU!
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Sobre o tempo...

Uma Correspondência de Rubem Alves
Prezado Simão:
O tempo passou. Envelheci. Mas não tenho queixas. A vida tem sido generosa. Tenho muitos amigos. Mesmo quando estamos distantes, sei que eles estão lá. Não existe nada mais precioso. As coisas mais bonitas – viagens, cenários, festas, música – são tristes sem os amigos.
Não tenho planos para coisas novas. Desejo apenas tranqüilidade para por em ordem e gozar as coisas que já tenho.
Estou tentando terminar um livro sobre educação. Um outro, sobre a estética do envelhecer, já está bem adiantado. Gostaria, também, de ter tempo para compartilhar as coisas que aprendi como terapeuta. E ainda vou escrever um livro de teologia alegre.
O que me causa ansiedade: as montanhas de cartas que não posso responder uma a uma. “Tempus Fugit”- sou limitado. Se for fazer o que me pedem eu não poderei fazer o que me peço. Espero que perdoem.
Obrigado pela amizade.
“Carpe Diem”! Goze o dia como se fosse um fruto maduro.
Vai o meu abraço.
Rubem Alves
.........................................
Uma resposta de Simão de Miranda
Meu caro Rubem Alves,
Não envelhecemos sozinhos e nem morremos de todo. Como nos ensina Horácio, “há de viver muita coisa de mim”.Tampouco fenecemos sozinhos. As amadas criaturas que ficam, quando partimos, não mais resgatam as dádivas que nos fizeram. Somos partículas do nietzscheano eterno retorno de todas as coisas, concebido como uma ampulheta que se desvira sempre que se escoa: “e então encontrarás cada dor e cada prazer e cada amigo e inimigo e cada esperança e cada erro e cada folha de grama e cada raio de sol outra vez, a inteira conexão de todas as coisas”.
Assim, me convenço de que o melhor grupo para conviver é o nosso próprio grupo, novelo, assim como ele é. Nele nos revelamos, vivemos e choramos. No impenetrável milagre da vida, definhamo-nos e geramo-nos, ciclicamente. Na biologia e na lógica. Células morrem, escoam pelo ralo na água do chuveiro, centenas de vidas novinhas já vieram render-lhes. Fazemo-nos sempre novo homem contínua e inestancavelmente. Renascermos melhores ou não, deve nos interessar.
Simão de Miranda
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Meus filhos mais novos!

A Palavra Mágica é uma história que fala de crenças e valores. Uma esperta menina chamada Júlia vai ao dicionário procurar o que ela acha que seja a palavra mágica, aquela que possa melhorar tudo o que achamos que precisa ser melhorado. Depois de uma longa procura, ela tem uma grande surpresa. Indicada para crianças a partir de 5 anos.

A Pipa no Limite do Fio é uma história que fala de limites. Nesta história um garoto soltando uma pipa aprende o quanto é importante sabermos até onde podemos ir, de modo seguro e feliz. É o que chamamos de limites. Indicada para crianças a partir de 5 anos.

O Besouro e a Tartaruga é uma história que fala de auto-estima. Indicada para crianças a partir de 5 anos, discute a importância de sermos nós mesmos, de gostarmos de ser do jeito que somos, tão diferentes uns dos outros e ao mesmo tão bonitos.
Estes três meus novos livros serão lançados no dia 09 de setembro, na Feira do Livro de Brasília (Pátio Brasil), na Oficina das Idéias.
Aguardo todos por lá!
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
O que não pode matar-me, torna-me mais forte
Nietzsche traduz bem este turbilhão chamado vida. É preciso que se diga: vivemos sempre mordendo a isca. Vivemos sempre mordendo a língua. Nas teias dos significados somos moscas e somos aranhas. Redimensionamos conceitos cristalizados outrora formulados acerca dos outros e de situações vividas. Assistimos, impávidos, a areia escorrer por entre nossos próprios dedos de nossas mãos abertas, enquanto nos maldizemos de todo o tudo. Vão-se os anéis, também os dedos. Viramos as páginas do nosso livro-vida onde dormitarão amareladas nossas amarguras e desapontamentos. Razão, tinham os Beatles: “Let it be!” Mas não queremos fazer os papéis de gladiadores patéticos no centro da arena rodeados de gargalhadas e deboches. Marx, o Karl, no auge da sua lucidez vaticinava: “não é a história que usa o homem como meio de atingir seus fins. É o contrário!” Não vivemos. Não convivemos. Vamos sobrevivendo às contendas definidas nas antevésperas. Todavia, uma vontade contumaz: caminharmos atentos e de queixos firmes; olhos, gigantes faróis; braços que não devem fraquejar. N'algum lugar nasce o sol, n'algum lugar uma ave voa.Simão de Miranda
terça-feira, 7 de agosto de 2007
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
sábado, 28 de julho de 2007
Vendavais
Já morri incontáveis vezes, por isso já não me assustam as voracidades de pequenos vendavais. Quantas vezes, entre mágoas e dores incontidas, conferiram meus dias, determinando meu ocaso... Já estive tão fundo no poço que nenhum mortal me convencia que o poço era raso. Para mim, na verdade, o poço sequer tinha fundo. Reergui-me, já, tantas vezes, por saber que não foi por acaso que nos foi doado o incalculável poder de estarmos sempre dispostos a recomeçar toda a história. Reerguendo-me foi que aprendi que ereta é nossa posição natural, qualquer coisa diferente disto é coisa, gente não. Quantos são os caminhos que precisamos percorrer até termos a certeza de que, outrora, estávamos certos? Todos os riscos nos cercam, todas as dores nos cercam, todas as águas. Mas é para isto que estamos aqui: para andarmos eretos.
Simão de Miranda
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Tempus Fugit
Há um besouro incomodando-me e não consigo elucidar seu mistério. Por isso a necessidade de compartir, mesmo a contragosto (meu e seu, sei) o ruído ruim que as asas dele provocam. Em um primeiro momento pensei ser um besouro dialético. Levou-me a concluir que vivemos (não apenas você e eu, mas toda a humanidade, sabemos) sempre entre duas opções: falar e silenciar. Muitas vezes silenciamos quando falamos; assim como, silenciando, falamos. Você, o que ouve quando me ouve, seja na fala, seja no silenciar? Não durou muito tempo, passei a considerá-lo um besouro aristotélico, posto que é da natureza dele o zumbizar e nada mais se pode elucubrar. Entretanto, ele fez habitar em mim um sentimento drummoniano com suspiros de angústia enchendo o espaço: tempus fugit! Foge o tempo irreparável! Nada pode deter o tempo, nem o deus Cronos. Quando achamos que avançamos, foi ele que passou por nós. Restou-me, pois, apenas uma clareza iniludível: tempo vivido. Portanto, o tempo passado? Coisa divina e ao mesmo tempo estarrecedora: somos finitos. O hoje não é como o ontem, e o amanhã é incerto. Tempo. Temporal. Ampulheta irreversível. Mas Amado (o Jorge), há muito já alertava que era preciso viver ardentemente.Simão de Miranda
Mensagem na garrafa
A noite cobriu a cidade e nem o néctar da saliva dos seus lábios generosos... e lanço a ducentésima mensagem na garrafa. Perdoe-me por invadir assim, como herege, seu santuário. Certamente, não és estrela. És constelação inteira. E, assim, ofuscante, meu firmamento ficou pleno de vazio. Com medo, contei as voltas do tic-tac nervoso dos ponteiros das minhas horas que marcam a hora em anos luz a espera da aurora, à espera que me olhasses. O seu silêncio atravanca meu peito, sim. Como vês, estou desarmado. Palavras fluem como um caudal espinhoso de rosas que pecaram lá em maio. Sei que detrás do muro não sei o que há. Mas detrás de seu olhar, uma chama chama. O pó que fica do que queima, teima em não dissipar no vento. O relógio tic-tac e nada! No suspiro final do dia, prorrogo a esperança para terça. Contemplo em silêncio, o seu silêncio. Eis que chegou a noite e ela não durará mais que um lapso de um beijo roubado. Mesmo com o coração dilacerado em tiras, acenderei um sol só para você, enquanto contemplo a garrafa que volta à praia.Simão de Miranda
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Paixão(?!)
Da Existência
quinta-feira, 12 de julho de 2007
A ÁGUA DO POÇO DO ESQUECIMENTO

Quero dormir,
sorver a água do poço do esquecimento.
Unir as pálpebras, descansar,
imobilizar-me onde estiver:
num gramado sob a chuva
ou sob o sol a pino, relento.
Sim, quero da água do poço do esquecimento.
Deixe que passem por mim, neste momento,
todas as mulheres belas que pretendi,
o belo anelo que suspirei.
Estarei dormindo encolhido no sibilo do vento.
Dê-me a água do poço do esquecimento.
Quero que me esqueçam:
do que fui ou do que deixei de ser.
As minhas culpas protestem no cartório,
do meu legado façam uso a contento.
Já traguei da água do poço do esquecimento.
Vou sumir, fechar-me no meu apartamento
sob sete chaves, sete cobertores.
Não me liguem, não me procurem,
não me submetam a esse tormento...
Lá se foi a água do poço do esquecimento!
Simão de Miranda, do livro "Boemia Prática em 40 Lições", Brasília, Editora Thesaurus, 1993.

segunda-feira, 9 de julho de 2007
CANDURA
segunda-feira, 2 de julho de 2007
MISENCENE
AMOR:
TODO O MUITO NÃO É O BASTANTE,
NEM ESSA ELOQÜÊNCIA TEATRAL,
NEM A MORBIDEZ DESSE INSTANTE.
TOMASTES DE ASSALTO O MEU CÉU,
LEVANDO EMBORA AS ÚLTIMAS ESTRELAS QUE EU TINHA,
E EU FIQUEI A VER NAVIOS.
Simão de Miranda, Versículos para os Intervalor, Brasília, 1987.
POEMA SEM CÉU

Nos teus braços
navego sem bússola,
nos teus olhos
tomo essa nave louca,
no sabor de tuas ondas,
me afogo no céu da tua boca.
Simão de Miranda, Versículos para os Intervalos, Brasília, 1987.
O ZOO LÓGICO (OU A NOVA ERA VELHA)

Eu e minha macaca,
nos domingos de sol,
vamos dar pipocas
aos homens.
Simão de Miranda, Versículos para os Intervalos, Brasília, 1987.
O ÂNGULO OPOSTO

linhas e curvas
e esse mal não tem cura
teu corpo... teu corpo inteiro
é geometria pura.
Simão de Miranda, Versículos para os Intervalos, Brasília, 1987.
O LIVRE ARBÍTRIO

SOU UM PACIFISTA CONVICTO:
OFERECEO LIBERDADE AOS PÁSSAROS,
DEPOIS DE CORTAR-LHES AS ASAS.
Simão de Miranda (Versículos para os Intervalos, Brasília, 1987)
2007: 20 ANOS DO MEU PRIMEIRO LIVRO!

Em setembro deste ano completam-se 20 anos da publicação do meu primeiro livro, VERSÍCULOS PARA OS INTERVALOS: POEMAS RÁPIDOS PARA QUEM TEM PRESSA. Meu Deus, como o tempo desembestou! De lá para cá já são 22 e mais três para sair ainda este ano... e muita gente interessante que os leram. Resolvi fazer aqui uma espécie de túnel do tempo, recuperando alguns dos poemas daquele livro, que de uma grande brincadeira, e foi se se transformando num grande compromisso com a literatura.
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